Manutenção

Melhorias estruturais

Condomínio do PAR tem problemas de documentação e estrutura

Por Mariana Ribeiro Desimone

segunda-feira, 10 de março de 2014


Moradores querem melhorias estruturais

Moradores  do Residencial Serra Dourada 2, localizado na Rua Gema, no bairro Campanário, em Diadema, sofrem com danos estruturais do condomínio há pelo menos cinco anos. O espaço, que reúne 180 famílias, foi inaugurado em 2005 e coleciona problemas como sujeira, rachaduras e infiltrações nos apartamentos, playground com grama alta e brinquedos quebrados, salão de festas inutilizado após uma das portas desabar e quadra de esportes improvisada.
 
O empreendimento foi construído mediante parceria entre a Prefeitura de Diadema e a União, via Caixa Econômica Federal. Por meio do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), cada mutuário paga o imóvel em prestações de aproximadamente R$ 260 durante 15 anos. A Caixa é responsável por contratar administradora para o condomínio, no caso a empresa Principal, que tem a função de síndica e, com isso, gerencia os contratos de prestação de serviços de manutenção com a empresa GFB.
 
Na teoria está tudo certo, no entanto, na prática o que se vê é um cenário de descaso e abandono, constatado desde 2008.
 
“Tudo que fica sem manutenção acaba sendo degradado. É natural”, ressalta o segurança Carlos Francisco Alves de Azevedo, 38 anos. Um dos principais problemas, segundo ele, é a insegurança gerada com o fato de o portão principal ficar aberto durante 24 horas toda vez que quebra, sendo que a última foi há cerca de um mês. “Alguns moradores já fizeram rateio e colocaram porta de vidro nos blocos”, destaca.
 
A professora Lucimar de Carvalho do Carmo, 47, reclama de alagamento em seu apartamento, no primeiro andar. Em dias de chuva forte, a água entra pelos ralos. “Já perdi móveis e tive de trocar fogão e geladeira duas vezes depois que minha casa encheu. Não posso viajar porque tenho medo”, afirma. A mesma dificuldade também é vivenciada por dois outros vizinhos.
 
Cansada do descaso, a comunidade pede a troca da administradora. “Já aprovamos a retirada da empresa em reunião feita em setembro com a Caixa, mas até agora não temos resposta”, diz a assistente social e integrante da comissão fiscal de moradores Andréia Costa de Oliveira, 29. “Pagamos condomínio de R$ 200 para ter quadra de esportes improvisada, grama alta, infiltração nos apartamentos e problemas no piso, que está cedendo.”
 
Outro entrave que atrapalha a vida dos moradores é a impossibilidade de quitar o apartamento, tendo em vista a existência de dívida de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) do terreno onde foram erguidos os imóveis.
 
“A Prefeitura assumiu essa dívida de R$ 3 milhões, mas não pagou. Já era para termos pelo menos os contratos de gaveta depois de cinco anos da entrega dos apartamentos, mas nem isso conseguimos”, destaca Azevedo.
 
A Caixa Econômica Federal informou que a manutenção do Residencial Serra Dourada 2 depende da aprovação dos arrendatários e que, no próximo mês, será agendada assembleia para definir o orçamento para reparos. A instituição esclareceu ainda que a Prefeitura informou que regularizará a situação relacionada ao IPTU o mais rápido possível, a fim de resolver o impasse com a documentação.
 

Fonte: http://www.dgabc.com.br/