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Artigos e opiniões

A violência nos condomínios e a falta de noção dos moradores

É preciso cultivar um ambiente coletivo de respeito e diálogo, onde as diferenças sejam tratadas com maturidade, cabendo a todos torná-lo um lugar seguro e harmonioso

28/02/25 11:25 - Atualizado há 36 dias
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homem com calça e camiseta cinza escuro com punho fechado com sangue ao lado do corpo
"Faltam valores que promovam respeito, tolerância e compreensão entre as pessoas nos condomínios."
iStock

Nos últimos anos, a gestão condominial tem se tornado um verdadeiro desafio. Infelizmente, episódios de violência entre moradores e síndicos não são mais casos isolados.

O recente assassinato de um subsíndico em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, escancara uma realidade preocupante: a intolerância, o ódio e a falta de diálogo dentro dos condomínios.

Esse caso trágico acende uma luz vermelha para todos os envolvidos na administração condominial. É inadmissível que desentendimentos, muitas vezes fomentados em grupos de WhatsApp, cheguem a esse nível de agressividade.

Muitos desses grupos, em vez de servirem como um espaço de comunicação saudável, se transformam em arenas de ataques pessoais, críticas destrutivas e discussões que não levam a lugar algum.

Estamos vivendo tempos difíceis, onde o cultivo de energia negativa e a falta de empatia se tornaram comuns. O que falta? Direção, propósito e, sobretudo, espiritualidade. Não se trata de religião, mas de valores que promovam respeito, tolerância e compreensão entre as pessoas.

O 'vilão' sempre é o síndico?

Na narrativa popular dentro dos condomínios, o síndico frequentemente é visto como o 'vilão' da história. É o culpado pelos problemas, o alvo das críticas e, muitas vezes, taxado de desonesto.

Sim, há gestores que não honram sua posição, mas a grande maioria trabalha para manter o equilíbrio do condomínio dentro das regras estabelecidas.

O problema é que muitos moradores não conhecem as normas que regem o espaço onde vivem. Poucos leem a convenção e o regimento interno, não participam das assembleias para propor melhorias, fiscalizar ou cobrar mudanças de maneira civilizada.

No entanto, sabem todas as regras do Big Brother Brasil, já leram coleções inteiras de livros, mas não dedicam alguns minutos para entender as diretrizes que foram aprovadas pelos próprios condôminos para garantir a harmonia coletiva.

Se há regras escritas, elas existem por um motivo. E, mais importante do que conhecê-las, é respeitá-las. A boa convivência dentro de um condomínio exige comprometimento de todos, e não apenas da gestão.

Para onde vamos?

Se continuarmos alimentando a intolerância e a desinformação, mais tragédias podem acontecer.

O desafio dos síndicos, subsíndicos e administradores não é apenas técnico, mas humano. Precisamos cultivar um ambiente de respeito e diálogo, onde as diferenças sejam tratadas com maturidade e onde os problemas sejam resolvidos sem que o ódio tome o lugar da razão.

Que possamos caminhar para tempos melhores, onde a convivência em comunidade seja guiada pela empatia e pelo entendimento mútuo. Afinal, condomínio é, acima de tudo, um espaço de coletividade, e cabe a todos nós torná-lo um lugar seguro e harmonioso.

(*) Richardson Passos é síndico profissional, empresário, proprietário da Fforma Soluções Prediais que atua com reformas prediais, membro do núcleo de Condomínios da ACIF (Associação empresarial de Florianópolis)

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